Marilú
Marilú era uma menina muito formosa e risonha. Era rodeada de supostos amigos, portanto vez ou outra se sentia só. Marilú tinha dois lados, e um deles nem ela mesma conhecia, eis que um dia desses acabou por conhecer. Marilú estava apaixonada e custava a compreender isso. Negava diante dos outros e tentava fazer o mesmo diante do coração, mas esse, AAAH, esse marilú não enganava. Se derretia de amores quando via aquele moço passar, por mais que sua face não esboçasse reação, os olhos dela diziam tudo o que aqueles lábios grudados não conseguia dizer. Um grande passo foi dado, Marilú admitia sua paixão quando estava exalando solidão no escuro do seu quarto. Mil coisas a rodeavam a cabeça, algumas ela entendia, outras apenas ignorava, pois segundo a sua lógica, não a faria bem. Tentou por vezes e vezes fazer o moço virar seu precioso, mas ele não tinha lá tanto valor assim. Ora Marilú, pensou a menina com sua cachola, você não é dessas de morrer de amores até por que de amor ninguém morre. Decidiu se afastar, se afastar de alguém que na verdade nunca foi tão próximo. Resolveu esquecer alguém que na verdade nunca foi muito lembrado. Claro, o amor deixa suas marcas, e Marilú tinha as suas. Estava ela lá, com metade do coração partido, mas com o sorriso por inteiro, e isso de alguma forma bastava. Onde é que ta o moço? sei não, Marilú talvez saiba, mas de uma coisa ela tem certeza, de onde ele saiu, não volta tão cedo, talvez nunca mais. E assim como tantas outras coisas, o moço vai ser apenas uma lembrança do desejo de menina-mulher que como todas as outras nunca sabe ao certo o que quer.


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